Tipos e categorias de Disjuntores



Tipos e categorias de Disjuntores


Para que você entenda com mais facilidade o “papel” dos disjuntores em uma instalação elétrica, vamos lembrar aquele exemplo clássico que acaba acontecendo com muitos de nós quando estamos bem tranquilos, relaxando sob uma ducha quente depois de um dia cansativo de trabalho e, de repente a água fica gelada, a luz do banheiro apaga e, dependendo de como seja a instalação, equipamentos deixam de funcionar, etc.


Quando vamos procurar a causa disso tudo, descobrimos que ao mesmo tempo em que estávamos no banho, uma outra pessoa ligou um equipamento (um secador de cabelo por exemplo) que acabou sobrecarregando a rede e, nessa hora, o disjuntor entrou em ação se auto desarmando e cortando a corrente antes que consequências piores viessem a ocorrer.


Diferente dos fusíveis, que embora exerçam a mesma função (interromper o fluxo de energia em casos de sobrecarga de energia ou curto-circuitos), os disjuntores podem ser rearmados diversas vezes a fim de restabelecerem o fluxo de energia. Fusíveis depois de rompidos precisam ser substituídos, ou seja, são descartáveis.


Vamos conhecer agora os tipos de disjuntores.

Disjuntor térmico

É composto por uma lâmina bimetálica que, ao sofrer uma sobrecarga de corrente, se deforma criando um contato mecânico que abre o circuito elétrico sequente ao disjuntor térmico, efetuando desse jeito a proteção dos equipamentos elétricos.

Embora seja relativamente barato, por ser mecanicamente simples, não é recomendado para a proteção de curto circuitos, sendo mais usado como proteção do sistema elétrico contra sobreaquecimentos provocados por sobrecargas prolongadas.


Disjuntor Magnético

É baseado no princípio do eletromagnetismo. Quanto uma variação de corrente elétrica atravessa as espiras de uma bobina, ocorre então a geração de um campo magnético que acaba por atrair uma chapa metálica de contato que, por sua vez, se abre, provocando então a proteção do circuito elétrico sequente.


Disjuntores magnéticos são usados para proteção do sistema elétrico contra curto-circuitos. Ao contrário dos térmicos, são disjuntores mais caros.


Disjuntor termomagnético


Conforme você talvez esteja imaginando, esse tipo de disjuntor é o resultado da combinação do disjuntor térmico com o magnético. Muito usados em instalações comerciais e residenciais, suas principais funções são:


Manobra: Abertura e fechamento voluntário do circuito.
Proteção contra sobrecarga: atua como disjuntor térmico.
Proteção contra curto-circuito: atua como disjuntor magnético.
Disjuntores desse tipo são usados para proteção do sistema elétrico contra curto-circuitos e sobreaquecimentos gerados por sobrecarga.




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Componentes dos comandos elétricos.




Componentes dos comandos elétricos.

A principal função dos comandos elétricos é o acionamento de máquinas e equipamentos elétricos, tais como: elevadores, tornos, fresas, esteiras rolantes, etc. Onde quer que esteja acontecendo um processo de produção industrial, comandos elétricos certamente estarão presentes.


Botoeiras, fusíveis, relé, sinalizadores, contator e disjuntores são componentes dos comandos elétricos e falaremos sobre cada um deles a seguir.


Botoeiras


Conhecidas genericamente como botões de comando, são utilizadas para o acionamento (ligar) e desligamento dos circuitos. Com contatos do tipo NA (normalmente aberto) e NF (normalmente fechado), permitem diversos tipos de configurações. Algumas possuem um dispositivo de retorno via mola e, nesse caso, são chamados de botões pulsadores.


O uso de cores nas botoeiras é fundamental para determinar a função de cada uma dentro de um ambiente específico. Por exemplo: verde para arranque, ligar, partida, vermelho para parar, desligar, botão de emergencia, amarelo para inverter sentido, cancelar operação, eliminar condição perigosa, etc.


Fusíveis

Esse talvez seja o componente mais “popular” dentre todos porque estão presentes também em nossas residências e até em nossos veículos. A principal função desses é proteger os circuitos contra curto-circuito e queima.


Relé

Um relé nada mais é que um interruptor eletromecânico que trabalha atraindo contatos que abrem ou fecham circuitos. A atração desses contatos ocorre quando uma corrente elétrica circula pela bobina. Se a corrente é interrompida, os contatos voltam para as suas posições originais.


Sinalizadores

Parecidos com as botoeiras, como o próprio nome diz, servem para avisar (sinalizar) aos operadores um determinado tipo de situação. Cores também servem para identifica-los como, por exemplo: verde: máquina pronta para operar, circuitos e dispositivos em condições de funcionamento. Vermelho: estado de alerta e perigo, máquina em situação anormal, etc.


Contator

Com a função de controlar a passagem de altas correntes, é considerado o principal elemento dos comandos elétricos. Assim como os relés, também são compostos por bobinas que produzem campos eletromagnéticos que determinam o movimento e a mudança de posição dos contatos.


Disjuntores

Assim como os fusíveis, os disjuntores servem para proteger o circuito contra curtos-circuitos ou sobrecargas, com a diferença que esses não são descartáveis e possuem curvas características distintas.




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DR comum e DR super imunizado.




DR comum e DR super imunizado.

O funcionamento de praticamente tudo ao nosso redor, depende da eletricidade. Do mesmo seja que ela pode ser útil, pode também ser perigosa e, dependendo da situação, ser fatal quando pensamos principalmente nas situações de choques elétricos. Para que essas situações sejam evitadas, são necessários dispositivos específicos, como é o caso do DR, sobre o qual falaremos agora.


DR é o acrônimo para Diferencial Residual. Sua principal função é seccionar um determinado circuito, uma vez que seja detectada uma fuga de corrente maior que a permitida (geralmente em torno de 30mA, que é a intensidade máxima que uma pessoa consegue suportar), a fim de evitar que um choque elétrico seja fatal.


Cabe ressaltar que o DR não impede que tomemos um choque, mas impede que a duração desse seja curta e que, desse jeito, nos cause danos maiores como, por exemplo, a morte. Há DRs especificamente fabricados para a proteção de máquinas e equipamentos e outros que agem a fim de evitar incêndios. Nesses casos, a intensidade “suportada” (que faz o dispositivo ser acionado) aumenta para em torno de 300mA e 1000mA.


Basicamente um DR entra em ação, abrindo um circuito de forma imediata quando uma falha de isolamento ocorre e provoca uma corrente de fuga. Ele age também no momento em que uma pessoa toca em uma parte viva de um circuito.


Diferença entre DR comum e DR super imunizado.

A principal diferença entre um DR comum e um imunizado, está no fato de que esse último possui um processamento de sinal com disparos muito mais precisos, sendo capaz de identificar correntes de altas frequências originadas por descargas atmosféricas, chaveamentos na rede ou por uma rede de computadores, que são capazes de “enganar” um DR comum.


Mais indicado para instalações industriais, mineração, saneamento e ambientes hospitalares e data centers, os DR super imunizados podem ser usados em ambientes úmidos ou poluídos com agentes agressivos.




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Melhor aproveitamento da energia elétrica na indústria.



Melhor aproveitamento da energia elétrica na indústria.


Sistemas de gerenciamento de energia, medição e verificação como ferramentas de eficiência energética.

Um sistema de gestão energética pode ser definido como um conjunto de elementos interligados ou de interação de uma organização para estabelecer a política energética para atingir as metas propostas.


O setor industrial responde por 35,1% de toda a energia consumida no Brasil. Na indústria, o consumo de energia elétrica representa um dos custos mais elevados para o processo de produção e, diante deste cenário, a economia de energia obtida em ações de eficiência energética no setor industrial gera benefícios para toda a sociedade.


Na análise de 217 projetos de eficiência energética de 13 setores industriais, o custo médio do MW/h economizado foi de R$ 79,00 MW/h. 


Considerando o custo marginal de expansão do sistema de energia elétrica estimado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), em R$ 138/MWh, conforme o Plano Decenal 2007/2016, a diferença entre estes dois valores é o ganho médio dos projetos. A economia obtida possibilita ao governo e ao empresário direcionar recursos para outras prioridades.


Ações de eficiência energética agregam importantes ganhos sociais, ambientais e de competitividade para a indústria.


O uso adequado e eficiente dessa energia deve se fazer presente no planejamento das indústrias. Muito tem sido abordado sobre programas de eficiência energética, porém, pouco se conhece sobre como um sistema de gestão de energia agregado a sistemas de controle e automação, que pode ser utilizado como ferramenta de gestão de eficiência energética, podendo reduzir os custos e melhorar a produtividade, assim como a competitividade da indústria.


Além da redução dos custos operacionais, um sistema de gerenciamento integrado de energia pelo lado da demanda possibilita que a indústria tenha uma atitude responsável e econômica no processo produtivo. Em virtude da grande variedade de ramos de atividades das indústrias existentes, há uma série de ações que pode ser adotada para melhorar o aproveitamento do uso da energia elétrica.

De acordo com o manual de eficiência energética na indústria, com o uso eficiente da energia elétrica, a indústria terá uma melhor utilização das instalações e equipamentos elétricos, uma redução no consumo de energia e consequente economia nas despesas com eletricidade.

Com o melhor aproveitamento da energia, conseguirá um aumento de produtividade e um padrão de qualidade no produto acabado, isto tudo, mantendo o nível de segurança e diminuindo o tempo de parada das máquinas para a realização de manutenção.

Além destas vantagens para a indústria, a sociedade em geral terá uma “redução dos investimentos para a construção de usinas e redes elétricas e consequente redução dos custos da eletricidade, redução dos preços de produtos e serviços e maior garantia de fornecimento de energia”.

Hoje, uma redução de consumo de energia afeta toda a cadeia produtiva, incluindo os consumidores finais, que perceberão um reflexo positivo no preço do produto acabado.

Neste cenário, o objetivo do presente artigo é propor um sistema de gerenciamento de energia elétrica com a implementação de medidas de baixo custo para o setor industrial, através da utilização de dispositivos de medição, de registro e de controle, e automação e sua integração com sistemas de gerenciamento de dados.

É propor também algumas medidas comuns a qualquer tipo de indústria e que são básicas e de baixo custo, e que podem proporcionar um grande beneficio, tornando-se uma ferramenta de grande importância para um programa de eficiência energética, esboçando alguns planos de consumo eficiente de energia que podem ser adotados por indústrias advindas dos mais variados ramos de atuação.

Uma metodologia chamada de medição e verificação (M&V) para avaliar o percentual efetivo de economia obtido após a implantação das ações de eficiência energética é também analisada.

Gerenciador de eficiência energética.

O gerenciador de eficiência energética na indústria tem por objetivo a visualização de forma macro do consumo de energia elétrica de todas as áreas responsáveis pelo funcionamento produtivo da planta, proporcionando:

A integração dos vários setores de consumo na indústria;

Apontar, através da coleta de dados de medição e verificação, os setores responsáveis pelo maior consumo de energia na planta, propondo ações de controle e eliminação do desperdício de consumo de energia;

Identificar as principais áreas de desperdícios de energia;

Mostrar a importância do planejamento estratégico de produção como ferramenta de redução do desperdício e melhor aproveitamento da energia;

Propor ações de combate as perdas e ao desperdício;

Mostrar economia alcançada após a implementação das ações.


Gerenciadores de energia.

Gerenciador de energia é um equipamento ou sistema que realiza o monitoramento e o controle de processos buscando otimizar o consumo dos insumos energéticos e utilidades de forma automática sem interrupção de produção ou prejuízo no conforto ambiental.

Podem-se citar como as principais aplicações: eliminação de desperdícios; aumento da eficiência; mudança nos padrões de consumo; monitoramento das concessionárias de energia; elaboração de rateios com alta precisão; controle de cargas; controle do fator de potência; conhecimento das sazonalidades do consumo; determinação do custo específico, consumo específico e custo de produção (por setores e períodos).

Os sistemas de gerenciamento de energia são implantados basicamente para monitorar as grandezas elétricas e acompanhar o perfil histórico de medições de energia de uma unidade consumidora.

Sua instalação, muitas vezes, é motivada pela necessidade de reduzir custos ocasionados por multas de ultrapassagem de demanda e fator de potência, de eficientizar o uso da energia e, consequentemente, diminuir o valor das contas, além de propiciar ganhos de produtividade, pois se trata de uma ferramenta que facilita a manutenção e a operação das plantas industriais.

Segundo o Balanço Energético Nacional (BEN), “o gerenciamento e a conservação de energia elétrica têm destaque crescente, em progressão geométrica, por razões específicas: crescente rigidez nos critérios de faturamento e nas tarifas de energia elétrica, e sua aplicação à quase que totalidade dos processos industriais”.

Pode-se verificar que “a importância do gerenciamento vem crescendo também dada a sua potencialidade de facilitar a manutenção e a operação das plantas, trazendo ganhos de produtividade, em termos de manutenção e vida útil de equipamentos e sistemas”.

Através de um sistema de gerenciamento é possível monitorar uma série de variáveis em tempo real e armazená-las para análises que potencializem o uso eficiente da energia elétrica. Dentre as grandezas/eventos que podem ser armazenadas, podemos citar: 


Corrente; tensão; consumo de energia ativa; consumo de energia reativa; demanda; fator de carga (FC = demanda média / demanda máxima); fator de utilização (FU = demanda média / demanda contratada); fator de potência; demanda máxima; produção (unidades produzidas pela atividade-fim da empresa); consumo específico (consumo de energia/unidades produzidas); afundamentos de tensão; elevações momentâneas de tensão; transientes; distorção harmônica de V e I; interrupções de energia da concessionária; interrupções de energia em alimentadores internos; data/hora das cargas retiradas por atuação do controle de demanda e fator de potência.



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